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ELAS E O JAZZ – BEEGIE ADAIR

Impressionante constatar a presença ativa e de muita qualidade das mulheres na cena do Jazz. Isto pode não ser novidade, afinal elas sempre reinaram absolutas em diversas oportunidades, seja cantando, tocando um instrumento, compondo, dirigindo uma orquestra e sempre numa posição de destaque. Merecidamente.

Ultimamente tenho observado com carinho e atenção o trabalho desta senhora chamada Beegie Adair, uma pianista que impressiona pela sua forma suave, romântica e gostosa de tocar, como também pela sua incrível discografia, recheada de ótimos discos.

Um disco sempre melhor do que o outro e, quando você acha que ela não vai mais surpreender, lá vem ela com outro grande lançamento, que supera os anteriores e sempre nos surpreendendo positivamente.
Além disso, ela está fazendo um importante trabalho de popularização do Jazz, e o repertório de seus discos sempre traz os maiores e melhores compositores.

Ela começou os estudos no piano precocemente, ainda criança com 5 anos de idade e já no colégio começou a se interessar pelo Jazz, participando de alguns grupos.

Sua carreira começou a ganhar força quando se mudou para a cidade de Nashiville e lá desenvolveu com muita propriedade, a cena jazzística local.

Na carreira de mais de 50 anos de atividades, gravou mais de 30 álbuns à frente de seu trio e teve mais de 100 participações em discos de outros grandes artistas.

Na lista de suas maiores influências do piano: George Shearing, Bill Evans, Oscar Peterson e Errol Garner. Nada mal, concordam. Dividiu os palcos com os músicos do quilate de Urbie Green, Nat Adderley, Lew Tabackin, Perry Como, Steve Allen, o maestro Henry Mancini entre outros.

Desde o ano de 2002 é uma artista exclusiva dos pianos Steinway & Sons, que considero como a Ferrari dos pianos (a sonoridade deste instrumento é absurda) e uma honraria que muito poucos receberam.

A pianista Beegie Adair é uma representante feminina do Jazz que merece nosso destaque, respeito e admiração. E que a sua vitalidade sirva de exemplo, que pode e deve ser seguida pelos mais jovens, sejam eles ouvintes ou músicos.


 

Jane Monheit – “The Heart Of The Matter”

A cantora de Nova Iorque Jane Monheit surgiu no ano de 1998 com apenas 20 anos de idade, quando foi finalista do renomado concurso promovido pelo “The Thelonious Monk Institute”.

Dona de uma voz cristalina e uma técnica vocal incrível, ela lançou seu primeiro disco no ano 2000 e depois disso não parou mais e sempre está se destacando com o lançamento de trabalhos de grande qualidade.
O seu 11º disco da carreira intitulado “The Heart of The Matter”, foi lançado pelo selo Emarcy/PGD e traz boas surpresas.

A cantora tem uma carreira muito parecida com os músicos Diana Krall, John Pizzarelli e Stacey Kent, todos com grande afinidade pelo Brasil e que regularmente se apresentam por aqui, selecionando no repertório dos discos e dos shows, sempre músicas brasileiras, principalmente com a Bossa Nova.

E, neste trabalho, Monheit repete a fórmula de sucesso e traz duas releituras muito interessantes de Ivan Lins, um de seus compositores favoritos e que já foi gravado em vários de seus discos, desta vez com os temas “Depende de Nós” e “A Gente Merece Ser Feliz”, em que até se arrisca cantando em português.
Os músicos que estiveram ao seu lado foram Gil Goldstein nos arranjos, piano elétrico e acordeom, Michael Kanan no piano, o brasileiro Romero Lubambo na guitarra e violão, Neal Miner no contrabaixo, Rick Montalbano na bateria, Rogerio Boccato na percussão entre outros músicos convidados.

Não deixe de ouvir também “Golden Slumbers/Long And Winding Road”, “Born To Be Blue”, “When She Loved Me” e “Until It`s Time For You To Go”.

Neste álbum, você vai poder ouvir uma Jane Monheit madura, com destaque para uma interpretação de muito coração.


Eliane Elias – “I Thought About You – A Tribute To Chet Baker”

A pianista e cantora paulistana Eliane Elias está radicada nos Estados Unidos desde o ano de 1981 e teve a sorte e a competência de se fixar no mercado jazzístico, como um de seus grandes expoentes.

Começou a carreira tocando no grupo instrumental Steaps Ahead, liderado pelos irmãos Michael & Randy Brecker, este último seu ex-marido e que lhe ajudou muito na abertura de caminhos no mundo da música. Seus discos sempre se alternaram mais em comerciais, onde ela toca e canta, e outros onde se pode realmente constatar sua técnica apuradíssima ao tocar piano.
Já destaquei aqui na coluna que gosto dela mais como pianista do que como cantora, mas respeito sua escolha.

Atualmente casada com o contrabaixista e produtor Marc Johnson, que tem no seu currículo a participação na última formação no trio do pianista Bill Evans, ela retorna ao repertório mais jazzístico.

Neste trabalho lançado pelo selo Concord Jazz “I Thought Abaout You”, ela presta uma justa homenagem ao trompetista Chet Baker.
Na parte musical, destaque para o seu marido Marc Johnson no contrabaixo, Steve Cardenas na guitarra, Rafael Barata na bateria, Marivaldo dos Santos na percussão e como convidados especiais, seu ex-marido Randy Brecker no trompete e o saudoso Oscar Castro-Neves na guitarra.

Das 14 faixas, destaco “Just Friends”, “Just In Time”, “Girl Talk”, “You Don’t What Love Is”, “There Will Never Be Another You” e “Embraceable You”.

A pianista, cantora, compositora e arranjadora Eliane Elias é uma das mais importantes artistas do gênero na atualidade e tem um grande mérito de conquistar seu espaço pelo seu talento e versatilidade, passeando pelo Jazz, Pop, Clássico e Bossa Nova. Uma artista que está acima da média, merecidamente.

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