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Mídia

VELVET – COSTURAS DE AMOR 

Esta semana resolvi escrever sobre a magnífica trilha sonora da surpreendente série espanhola “Velvet – Costuras de Amor”, que está sendo exibida atualmente pelo canal à cabo Mais Globosat, de segunda a sexta, sempre às 23h00 e com reprise na parte da tarde.
A série é ambientada na Espanha dos anos 50 e 60, mais precisamente na cidade de Madrid numa loja de moda de prestígio, que gira em torno de uma comovente história de amor vivida desde crianças entre o herdeiro da loja, Alberto Marques (Miguel Angel Silvestre) e a costureira de grande talento Ana Rivera (Paula Echeverria).
São ao todo 4 temporadas, sendo a primeira com 16 episódios, a segunda com 13, a terceira com 15 e a quarta com 11, totalizando 55 capítulos.
Meus destaques ficam para os figurinos impecáveis e inspiradores dos atores e as belas locações ambientadas nos anos 50, além do incrível elenco composto pelos principais personagens: Emilio Lopez (José Sacristan), Asier Etxeandia (Raul de La Riva), Aitana Sanchez Gijon (Dona Blanca), Javier Rey (Mateo Ruiz Lagasca), Cecilia Freire (Rita Montesinos), Adrian Lastra (Pedro Infantes), Marta Hazas (Clara Montesinos), entre tantos outros nomes importantes.
Assistindo a série você vai viver de forma intensa a época do auge da alta costura, sendo possível fazer uma agradável incrível viagem por esse universo de glamour da moda e estilo, além de compartilhar pitadas inteligentes de ganância, drama e amor.
A música tema da série é assinada pelo talentoso músico espanhol/argentino Lucio Godoy, interpretada por Alba Llibre e a trilha original traz também uma centena de temas muito especiais, interpretados pelos grandes nomes da música internacional. Foi lançada oficialmente em 3 CD’s duplos, com 50 músicas em cada disco aproximadamente.
É impossível não se emocionar e ver o quanto que uma trilha sonora faz a diferença quando assistimos a cada episódio da série. Emoção e surpresa a cada canção executada a cada capítulo.
Tenho que confessar que assisti muito rápido todos os 55 capítulos, antes mesmo da sua exibição oficial e isso foi possível através do Now da Net, que disponibiliza todas as 4 temporadas para os assinantes. Fica a dica.
E para aqueles que gostaram da série, informo que foi lançada na Espanha no ano passado a primeira temporada da sua continuidade, que leva o nome de “Velvet Collection”, ambientada a partir do ano de 1967. E que em razão do grande sucesso, já ganhou também uma segunda temporada, em fase de gravações. A continuidade está sendo exibida pelo Netflix e na Espanha pelo canal a cabo Movistar+.
Uma última curiosidade: o lindo prédio que foi usado como inspiração para a sede da loja Velvet, na verdade é a fachada real do Trip Madrid Cibeles Hotel, um encantador edifício do Século XIX, localizado uma esquina da principal rua central de Madrid, a Gran Via – conhecida oficialmente como Calle de Mesonero Romanos no. 13, rodeado das mais famosas atrações da cidade.
A série Velvet produzida pela Bambú Producciones e exibida pela Antena 3, canal aberto da Espanha me surpreendeu e trouxe muita alegria e emoção nestes tempos de tantas coisas ruins e estranhas. Espero que você também goste!


“O Tom da Takai”

Este é o quinto trabalho solo da cantora Fernanda Takai, lançado recentemente pelo selo Deck Disc, desta vez homenageando com estilo e qualidade o nosso eterno Maestro Tom Jobim e os 60 anos da Bossa Nova.
Para dar mais brilho e prestígio ao lançamento, o CD contou com as participações mais do que especiais dos geniais mestres Roberto Menescal e Marcos Valle.
São 13 canções, sendo 7 produzidas por Menescal, que participa dos arranjos, violão, guitarra, voz e vocais. As outras 6, tiveram a participação de Valle nos arranjos, piano, rhodes, órgão, sunth, voz e vocais.
A ideia de gravar o CD nasceu naturalmente quando os três se apresentavam no palco para comemorar os 80 anos de Roberto Menescal, numa turnê pelo Brasil.
De repente, no meio do show Menescal surpreendendo a todos e principalmente a Fernanda Takai, sugeriu a gravação de um CD.
Depois disso, já no hotel, celebrando juntos o sucesso do show e tomando algumas taças de vinho, eles gravaram um vídeo caseiro sugerindo a ideia para a gravadora. Apesar de assustada, ela aceitou na hora. Nem poderia ser diferente.
A voz de Takai é muito afinada e delicada e na minha opinião vestiu muito bem o surpreendente repertório escolhido do cancioneiro Jobiniano.
Ela foi acompanhada pelos músicos João Cortez e Renato Massa na bateria e percussão, Adriano Giffoni e Alberto Continentino no contrabaixo e Adriano Souza no piano e teclados. Um timaço!
Meus destaques ficam por conta de “Bonita”, “Fotografia”, “Aula de Matemática/Discussão”, “The Red Blouse”, “Só Saudade”, “Olha pro Céu” e “Ai Quem me Dera”.
Um disco histórico, elegante e que mostra que a Bossa Nova, agora sexagenária, continua linda, atualizada e sonora!


“Edu, Dori & Marcos”

Eles são amigos há mais de 55 anos, mas nunca tinham gravado juntos, fato este que ocorreu recentemente pelo selo Biscoito Fino, com a gravação de 12 faixas preciosas.
No início da carreira, mais precisamente em 1961, chegaram até a formar um trio de Bossa Nova, mesmo com suas vozes tão diferentes e diversificadas.
Depois desta rápida reunião, cada um seguiu com as suas carreiras, mas sempre que podiam, estavam juntos para se ver, para conversar e musicar.
A ideia de gravar o disco foi de Edu Lobo em 2016, quando ele participou ao lado de Dori Caymmi como convidado de Marcos Valle, que comemorava numa turnê os 50 anos de carreira, ao lado da cantora americana Stacey Kent.
Edu Lobo também sugeriu que eles só poderiam gravar as músicas dos parceiros, cada um cuidando dos seus arranjos, mantendo assim a novidade e a qualidade do disco.
A escolha do repertório foi determinada de forma muito simples e natural, cada um escolhendo duas músicas que mais gostavam dos amigos parceiros.
A ordem das músicas foi escolhida pela gravadora para manter a isenção e a concordância dos três foi imediata.
Os músicos Cristovão Bastos no piano, Jorge Helder no contrabaixo, Jurim Moreira na bateria, Lula Galvão no violão formaram a banda base, que contou com as participações muito especiais de Mauro Senise na flauta, Idriss Boudrioua no sax alto, Mingo Araujo na percussão, Jessé Sadoc no flugelhorn, Aldivas Ayres no trombone, Marcelo Martins no sax tenor, além de Hugo Pilger e Marco Mallard nos cellos.
Meus destaques: “Canto Triste”, “Viola Enluarada”, “Saveiros”, “O Amor é Chama”, “Velho Piano” e “Na Ilha de Lia, no Barco do Rosa”.
Finalmente estes 3 gênios se reuniram em estúdio para realizar um projeto musical juntos, simplesmente único e definitivo.
Reverência e gratidão a Edu, Dori e Marcos, que tão bem fazem a nossa MPB e para as nossas vidas.

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