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DIA INTERNACIONAL E MUNICIPAL DO JAZZ – 30-04-18

O Rio Santos Jazz Fest 2018 veio para defender e reforçar, em nossa cidade e região, “as virtudes do Jazz como instrumento educativo e como força de paz, de diálogo e cooperação entre os povos”, como muito bem definiu o seu patrono, o grande pianista Herbie Hancock.
O Festival está inscrito pelo quinto ano consecutivo como evento oficial da UNESCO, dando projeção e prestígio mundial a cidade de Santos.
O Jazz que nasceu nos Estados Unidos, na cidade de Nova Orleans, no início do Século XX, no encontro de ritmos africanos e a música dos americanos de origem europeia.
Ganhou merecidamente um dia só seu, para ser comemorado intensamente. Afinal, o gênero musical tornou-se uma linguagem universal.
No Brasil, o Jazz influenciou e continua a influenciar muitos dos nossos músicos e esteve muito bem relacionada, principalmente com a Bossa Nova, gênero musical genuinamente brasileiro.
As origens do Jazz e da música brasileira são as mesmas, provenientes da cultura negra trazida pelos escravos africanos, originários das mesmas regiões da costa ocidental do continente africano.
Por que o Dia Internacional e Municipal do Jazz?
O Jazz quebra barreiras e cria oportunidades para entendimento mútuo e tolerância. É um vetor da liberdade de expressão, é um símbolo de união e paz, reduz tensões entre os indivíduos, grupos e comunidades, promove a igualdade de gênero, reforça o papel dos jovens para a mudança social, encoraja a renovação dos artistas, o improviso, as novas formas de expressão e inclusão de formas tradicionais de música em novas vertentes musicais. Estimula o diálogo intelectual e transforma jovens em sociedades marginalizadas.

Em 2018, as comemorações globais começarão na cidade de St. Petersburgo, considerada a capital cultural da Rússia, onde será realizado um grande concerto com a presença de diversos artistas de jazz de diversos países. E as homenagens vão se espalhar por diversas cidades do planeta.
A proposta do Rio Santos Jazz Fest é trazer ao público santista o encontro e o intercâmbio de músicos, compositores, intérpretes e artistas locais com os da cidade do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.
A realização do festival justifica-se, pela facilidade de acesso, reverência histórica e ineditismo.
Em Santos, bem como no Brasil, nunca foi feito um festival voltado especificamente para aproximar as histórias do JAZZ vividas nas cidades do Rio de Janeiro e de Santos, que foram muito importantes para a construção da identidade do gênero no Brasil.
Além de compartilhar este desenvolvimento musical, as cidades compartilham de cultura, hábitos, costumes e geografia muito similares.
Viva o dia 30 de abril, Dia Internacional e Municipal do Jazz!


Gigantes do Jazz – “Louis Armstrong”

O trompetista, cantor e “showman” Louis Armstrong foi uma das figuras mais simpáticas, talentosas e importantes da história do Jazz e um dos pioneiros do gênero e também um dos grandes responsáveis pela sua popularização.

Ele teve a honra e o privilégio de nascer em New Orlenas, berço do Jazz, e onde tudo começou. E ele mesmo destacou: “O Jazz e eu crescemos lado a lado quando éramos pobres”. Ele nasceu sem teto, órfão de pai, filho de mãe solteira e foi criado nas ruas de New Orleans. Outro exemplo real do poder da música em transformar a vida das pessoas.
Tornou-se um dos músicos mais conhecidos, respeitados e queridos nos quatro cantos do planeta e sua música, seja através do seu instrumento ou da sua voz grave, rouca e peculiar, continua cultuada até os dias de hoje. Foi um mestre que amava a música acima de qualquer coisa e nos deixou um legado musical, que considero arte pura.

E não posso deixar de falar também do seu sorriso, sempre aberto, outra marca registrada. Estava sempre de bom humor, alegre e disposto e, com esta característica natural, cativava a todos com quem se relacionava.

Tocando muito ele ganhou o simpático apelido de “Satchmo”, dado em razão do grande volume das suas bochechas quando tocava. Outro apelido carinhoso, que ele recebeu em vida, foi o de “Pops” e este era o seu preferido.
Solista nato ele mudou a história do Jazz, tornando o gênero aberto para os solos e para os improvisos, características mais fortes do gênero.

As suas gravações de “Potato Head Blues”, “West End Blues”, “Struttin With Some Barbecue”, “Indiana”, “Hogh Society”, “When The Saint’s Go Marchin’ In”, “St.

Louis Blues”, “Mack The Knife” e “What Wonderful World”, são antológicas e definitivas.
E, também, destaco as parcerias nos discos ao lado do pianista Oscar Peterson, da cantora Ella Fitzgerald e de Duke Ellington.

No início dos anos 50, ele viajou pelo mundo como Embaixador da Paz, a pedido do Departamento de Estado dos Estados Unidos, e assim o fez por diversas vezes até o final da sua vida, que teve seu ponto final, em 6 de julho de 1971.

E ele não só tocou da maneira certa o seu instrumento, como também conseguiu tocar de forma definitiva os nossos corações com sua música, eterna, sublime e estimulante. Um gênio do Jazz com apelo absurdamente popular.


Gigantes do Jazz – “Chet Baker”

Destaque para outra grande lenda do Jazz, o genial trompetista e cantor Chet Baker, que influenciou e até os dias de hoje continua influenciando as novas gerações.

As circunstâncias da sua morte são imprecisas, nos deixando dúvidas e várias versões foram sugeridas sobre o que realmente aconteceu.

Suicídio, acidente, assassinato são algumas das hipóteses possíveis, pois ele despencou estranhamente do 2º. andar do hotel onde morava na cidade de Amsterdam na Holanda, com apenas 58 anos de idade, mas com aparência de mais de 80 anos, principalmente em razão da sua dependência de drogas pesadas.
Ele foi um dos músicos mais importantes da sua geração e esteve sempre à frente do seu tempo. Além de tocar seu instrumento como poucos e com absoluta suavidade, Chet Baker também inovou ao colocar sua voz pequena, porém sempre bem colocada e muito afinada, inaugurando um estilo único, que influenciou vários artistas.

Foi um dos criadores na década de 50 do “Cool Jazz”, conhecido como uma música econômica, com poucas notas executadas e de sonoridade bem tranquila.

A fase que mais admiro da sua carreira teve início em 1953 quando ele gravou seu primeiro álbum como líder para o selo Pacific Jazz, em que posteriormente registrou discos memoráveis. E foi nesta fase que ele recebeu o incentivo para cantar baladas, além de tocar.

Merece destaque a sua parceria no ano de 1966, com o pianista brasileiro João Donato, que na época estava nos Estados Unidos. Donato se apresentava numa temporada com seu trio em um clube noturno em Sausalito, na Baía de São Francisco, e tinha, como convidado especial, Chet Baker. Até que um dia chegou novamente atrasado (como sempre fazia), só que desta vez com um lenço sobre a boca toda ensanguentada em razão de uma surra que havia levado de 5 pessoas, provavelmente traficantes.
Depois desta noite trágica, não tocou mais da mesma forma, afinal perdera todos os dentes superiores da boca e o projeto do disco Donato/Baker que estava sendo planejado também não se realizou. Precisou usar dali em diante de uma dentadura, que o obrigou a desenvolver uma nova embocadura para tocar seu trompete.

As interpretações de Chet Baker em “My Funny Valentine”, “There Will Never Be Another You”, “When I Fall In Love”, “Everything Happens To Me”, “You Don’t Know What Love Is”, “Stella By Starlight”, “I Thought About You” e “Forgetful”, são definitivas.

Chet Baker pode ser considerado cool, cult, ídolo do Jazz, e deixou como grande marca o timbre da sua voz suave, que se confundia com a sonoridade do seu trompete, ambos parecendo soar como um mesmo instrumento.


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