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OS BOSSA NOVA 

Dez anos atrás, os geniais João Donato, Carlos Lyra, Roberto Menescal e Marcos Valle se reuniram em estúdio para gravar pelo selo Biscoito Fino, o belíssimo disco “Os Bossa Nova”, marcando na época as comemorações dos 50 anos da Bossa Nova.

No repertório do disco, uma reunião das grandes músicas dos quatro amigos e parceiros, todas elas que se tornaram referência da música brasileira.

Curiosamente, eles nunca tinham se apresentado juntos num mesmo palco até então. Entre os dias 11 e 13 de maio, em São Paulo no Teatro do Sesc Pinheiros, pela primeira vez na carreira, eles finalmente se reuniram para se apresentar ao vivo, desta vez marcando as comemorações dos 60 anos da Bossa Nova.

Que momento histórico e especial. Afinal, reunir numa mesma noite este 4 gigantes da Bossa Nova, para cantar e tocar seus grandes clássicos e músicas inéditas, não é sempre que isso acontece.

O público de São Paulo foi extremante caloroso, educado e reverenciou de uma forma até surpreendente os 4 músicos e a afinada banda de apoio formada por Jessé Sadoc no trompete e flugelhorn, Renato Massa Calmon na bateria, Dirceu Leite nos saxofones e flauta e Jefferson Lescowich no contrabaixo.

Fiquei surpreso com a diversidade do público que lá esteve presente, formado por várias faixas etárias. Porém, com uma coisa em comum, o amor e a admiração pela Bossa Nova e por aqueles artistas geniais. Todos que lá estiveram, vibraram e se emocionaram da primeira à última música.

E Os Bossa Nova estavam muito bem assessorados e cuidados de perto pelas queridas e competentes produtoras Regina Oreiro, Magda Botafogo, Ivone Belém e Giselle Kfuri.

No repertório do show destaques para “Samba do Carioca”, “Tereza da Praia”, “Até o Fim”, “Minha Namorada”, “Vagamente”, “Samba de Verão”, “Barquinho”, “Bossa Entre Amigos”, entre outras clássicos.

Das composições mais recentes, “Entardecendo”, “Sambeando”, “A Cara do Rio” e “Último Aviso”, mostrando que a Bossa Nova continua atual e revigorada.

E eles já avisaram que acabaram de sair do estúdio e para breve teremos o lançamento do segundo CD de “Os Bossa Nova”. Que notícia maravilhosa.

Se eu tivesse que traduzir numa única palavra a emoção deste raro encontro musical que presenciei ao vivo ao lado de Graziella Guerreiro, Cristiane Niglio e Valter Rubin, seria: gratidão!

Poder ver e sentir a incrível simplicidade destes 4 gigantes da Bossa Nova, nos indica que a fama e o sucesso não abalaram a essência destes grandes artistas. O carinho e a atenção que eles nos dispensaram valem muito e merecem o nosso respeito e eterno agradecimento.

Tive a sorte e o privilégio de ser testemunha ocular de um dos momentos mais especiais da música popular brasileira. Viva a música! Viva a Bossa Nova!


“Bossa Nossa – Leny Andrade Canta Fred Falcão”

A cantora Leny Andrade era ainda adolescente quando iniciou sua carreira na década de 60, aparecendo como “crooner” de orquestras de baile e acompanhando o trio do pianista Sérgio Mendes nas boates do Beco das Garrafas, berço da Bossa Nova.

Já se passaram 60 anos de carreira e 75 anos de vida e para marcar este momento tão especial, ela que considero uma das minhas cantoras favoritas, reuniu em CD a obra inspirada do compositor Fred Falcão, pernambucano radicado no Rio de Janeiro, que sempre teve relação afetiva e participação ativa com a turma da Bossa Nova.

Tive a honra e o privilégio de estar com ele na sua casa no Rio de Janeiro, ao lado do meu amigo Marcello Silva, para conhecer grande parte do repertório do disco.

Vale destacar também que no seu apartamento são realizados regularmente saraus musicais, sempre frequentados pelos grandes nomes da nossa música.

Lançado recentemente pelo Selo Biscoito Fino, o disco foi produzido e arranjado pelo inspirado pianista João Carlos Coutinho, que também tocou acordeon e contou com as participações do contrabaixista Jorge Helder, do violonista e guitarrista Lula Galvão, do baterista Rafael Barata e teve a participação especial do percussionista Marcelo Costa. A produção artística foi assinada pelo próprio Fred Falcão.

Como curiosidade, metade das canções do disco já tinham sido compostas e a outra metade foram feitas com a ideia de ter a voz de Leny Andrade nas interpretações.

Meus destaques ficam para “O Amor Pegou na Veia”, “Maré Cheia”, “Instantâneos”, “Alô Donato”, “Tons de Ipanema”, “Valsa de Ipanema” e a faixa título “Bossa Nossa”.

Muito interessante e natural o encontro do cancioneiro de Fred Falcão com a sempre surpreendente interpretação da cantora Leny Andrade, que possui um suingue e improvisos de tirar o fôlego.

Leny Andrade e Fred Falcão, uma mistura perfeita de amizade, admiração, cumplicidade e com grandes doses de emoção e inspiração.


Hamleto Stamato – “Ponte Aérea”

pianista, compositor, arranjador e produtor Hamleto Stamato comemora em 2018, 30 anos de carreira e para marcar este importante momento, lançou seu oitavo CD pelo selo carioca Fina Flor, recriando com absoluta competência a atmosfera contagiante dos trios de samba jazz, que marcaram época na década de 60.

Atualmente ele vive na ponte aérea Brasil – Holanda e da Europa ele me confidenciou que se sentiu muito feliz por registrar neste trabalho um pouco da riqueza do nosso cancioneiro e que esteve muito à vontade para explorar os arranjos, nos presenteando com belíssimas e surpreendentes interpretações.

Ele foi muito cuidadoso com o projeto, desde a escolha feliz e inspirada do repertório final do disco, quanto na preparação dos arranjos, que possibilitaram uma sonoridade muito harmoniosa e contagiante.

Ao seu lado estiveram os seus grandes amigos e parceiros Erivelton Silva na bateria e Augusto Mattoso no contrabaixo, que fizeram releituras incríveis e com muita identidade, de alguns dos clássicos da música brasileira, além de duas músicas autorais.

Meus destaques ficam para “O Morro Não Tem Vez”, “Garota de Ipanema”, “April Child”, “Berimbau”, “A Rã” e as inéditas “Samba Pro Pai” e a faixa título “Ponte Aérea”.

Vale lembrar que ele se apresentou no ano passado aqui em Santos no Teatro do Sesc, dentro da programação do Rio Santos Bossa Fest 2017, sendo um shows mais aplaudidos do festival.

Naquela oportunidade, Hamleto Stamato estava numa turnê de sucesso em andamento pelo Japão e Europa e veio exclusivamente para o Brasil para fazer este show, retornando imediatamente para a Europa para a continuidade da turnê.

Demonstração de carinho e profissionalismo que nunca me esquecerei. Afinal, ele enfrentou corajosamente 3 fusos horários em menos de 48 horas. E mesmo assim, fez um show absolutamente mágico e inesquecível.

Momentos únicos e especiais que somente a música pode nos proporcionar! Valeu Hamleto Stamato!

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