RÁDIO JORNAL DA ORLA/DIGITAL JAZZ – 6 ANOS

RÁDIO JORNAL DA ORLA/DIGITAL JAZZ – 6 ANOS

O tempo passou muito rápido e confesso que nem senti que vamos completar 6 anos de vida. Foram 2.190 dias de trabalho ininterruptos, 24 horas no ar, transmitindo pela internet, com uma programação diariamente renovada, com o melhor do Jazz, Bossa Nova, Instrumental Brasileiro, MPB e o Blues.
Em 11/11/11, precisamente às 11h11, a Rádio Jornal da Orla/ Digital Jazz estreou, numa ousada parceria, que sempre teve como objetivo levar a música de qualidade a um maior número de pessoas, de forma democrática e sem nenhum tipo de restrição. A cada dia uma nova programação, com dias e noites vividos sem rotina, com muita pesquisa e acima de tudo um grande prazer de levar até você uma seleção musical que possa lhe fazer companhia. Em qualquer lugar deste planeta.
A rotina da rádio começa bem cedo, com uma média de 3 a 4 horas de trabalho para elaborar a programação de 24 horas e para baixar as músicas do meu acervo físico de mais de 10.000 CD’s, que, aos poucos, vão sendo incorporados ao acervo da rádio. Um trabalho silencioso, solitário, que ninguém vê ou imagina, mas que continua sendo, para mim, extremamente prazeroso e gratificante.
A rádio pode ser sintonizada através da internet, através dos portais do Jornal da Orla – www.jornaldaorla.com.br ou da Digital Jazz – www.digitaljazz.com.br, que, inclusive, atingiu a marca expressiva de 10.000 visitas por mês. O acervo musical da rádio também continua crescendo diariamente e já conta com mais de 45.000 músicas, marca que poucas rádios no mundo conseguiram atingir. Sem dúvida, isso é o grande diferencial do veículo, garantindo sempre uma programação inédita e qualificada.
Outro ponto importante de informação é a coluna da Rádio Jornal da Orla/Digital Jazz, publicada todas as semanas na edição do final de semana do Jornal da Orla, hoje atingindo a marca de mais de 330 publicações, destacando vários assuntos musicais e os grandes lançamentos destes gêneros mais elaborados.
A Rádio JO/DIGITAL JAZZ faz parte das atividades permanentes do Rio Santos Bossa Fest, que acontece sempre no mês de janeiro e também do Rio Santos Jazz Fest, que acontece no mês de abril. Festivais musicais democráticos, acessíveis e que tem a missão de formar novos públicos.
Continuo firme com a minha missão e todos os dias agradeço por tantas coisas boas e pelos bons amigos musicais que fiz nesta trajetória cultural de mais de 30 anos de trabalho.
Os parabéns e agradecimentos são dedicados a você, que nos acompanha diariamente na rádio ou semanalmente aqui na coluna e que é a verdadeira razão da minha vida. Viva o Jazz, a Bossa Nova, o Instrumental Brasileiro, a MPB e o Blues. Viva a música, que tem o raro poder de aproximar e transformar a vida das pessoas! Gratidão!

 


 

George Benson – “Inspiration – A Tribute to Nat King Cole”

O guitarrista e cantor George Benson lançou em 2013 um CD primoroso homenageando Nat King Cole, uma de suas maiores influências.​ Durante aproximadamente 4 anos, Benson excursionou pelo mundo com a turnê do show “An Unforgettable Tribute To Nat King Cole”, inclusive passando pelo Brasil alguns anos atrás.
Tive a honra e a felicidade de assistir este show em São Paulo e pude conferir ao vivo um belíssimo espetáculo, que serviu de base para o repertório do CD tributo.​ Gravar este disco só com os grandes clássicos do saudoso pianista e cantor Nat King Cole foi uma sequência natural na sua carreira e Benson retornou em grande estilo ao Jazz, gênero que o acompanha desde o início da sua carreira, apesar de seus vários trabalhos mais comerciais.​
E os dois artistas possuem características muito comuns, pois ambos se destacaram nas suas carreiras, primeiro tocando seus instrumentos (o piano e a guitarra) e depois cantando “Straighten Up And The Flight Right” (1943), com Nat  e “This Masquerade” (1976), com Benson, que transformaram radicalmente suas vidas.  ​
Para este trabalho desenvolvido com absoluto critério e muita qualidade, George Benson contou com os arranjos de originais de Nelson Riddle e a participação da Henri Mancini Institute Orchestra com 42 integrantes, além de convidados especiais como os trompetistas Winton Marsalis e Till Bronner, as cantoras Idina Menzel e Judith Hill, entre outros nomes importantes.​
Das 13 faixas do trabalho, merecem destaque a rara e curiosa gravação de “Mona Lisa” (quando George Benson tinha apenas 8 anos de idade) e mais as baladas “Unforgettable”, numa levada de Bossa Nova, “When I Fall In Love”, “Nature Boy”, “Smile” e “To Young” e também “Just One Of Those Things”, “Route 66”, “Ballerina” e “Straighten Up And Fly Right”.​
George Benson está intenso, inspirado e claramente realizado por concretizar este importante trabalho, que perpetua a obra musical de um de seus maiores ídolos.

 


 

George Benson – “Breezin”

Este disco foi realmente o divisor de águas na carreira do guitarrista e cantor americano George Benson.
Sua trajetória musical pode ser dividida em dois períodos: um antes e outro depois do lançamento de Breezin’, que marcou sua estreia no Selo Warner Bros, no ano de 1976, e que lhe rendeu fama e uma merecida popularidade.​
O disco recebeu o cobiçado prêmio Grammy, o primeiro da sua carreira e também alcançou o tão almejado “Top 10” da Billboard, nas categorias Jazz, Pop e R&B, além de um álbum de platina. Não é preciso dizer mais nada.​
O álbum contou com a produção do competente Tommy Lipuma e teve os arranjos assinados por Claus Ogerman, além de uma superbanda composta pelos pianistas Jorge Dalto e Ronnie Foster, o guitarrista Phil Upchurch, o contrabaixista Stanley Banks, o percussionista Ralph Macdonald e o baterista Harvey Mason.​
Os temas “This Masquerade”, em que ele pode soltar sua voz, e o tema instrumental “Breezin'” estouraram nas paradas e destaco também os belos temas “Affirmation”, “So This Love” e “Lady”.​
No ano de 2001, foi lançada uma edição comemorativa dos 25 anos do disco que trouxe 3 faixas bônus. Agradável surpresa ouvir o tema “Down Here On The Ground”, numa versão feita em estúdio de mais de 6 minutos. Simplesmente sensacional e de tirar o fôlego.​
Os mais radicais afirmam que Benson, neste momento da sua carreira, se afastou do Jazz, procurando uma vertente mais comercial.​
É inegável que esta escolha lhe trouxe mais opções para sua música. Ele pode mostrar todo seu raro talento tocando guitarra e por vezes cantando, vindo a se tornar um astro da música mundial.​
George Benson é, para mim, o maior e melhor guitarrista em atividade no planeta.

 

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