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RIO SANTOS JAZ FEST 2018 

O Rio Santos Jazz Fest vem aí! Apesar de todas as dificuldades, vamos entregar para a cidade de Santos, entre os dias 20 e 30 de abril, um festival com 10 dias de duração, 13 grandes atrações, totalmente gratuitas em oito sedes: Pinacoteca Benedicto Calixto, Praiamar Shopping, Aliança Francesa de Santos, Museu do Café, Teatro Coliseu, Teatro do SESC e Colégio Universitas Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio, com 2 unidades.

Pelo quinto ano consecutivo, o festival conta com a chancela oficial da UNESCO para as comemorações globais do “International Jazz Day”, que ocorre sempre no dia 30 de abril em todas as partes do planeta.

A cidade de Santos, com muita honra, faz parte deste importante roteiro mundial. E neste dia, vamos também comemorar por aqui em grande estilo, o Dia Internacional e Municipal do Jazz.

Fazemos isso, para que as gerações futuras possam ter acesso ao Jazz, tão importante para o Brasil, para o mundo e par cada um de nós.
As 13 atrações: Mark Lambert (guitarrista e cantor americano) & Rio Santos Orchestra, Mani Padme Trio (com destaque para o pianista e violoncelista cubano Yaniel Matos), Ricardo Baldacci Trio, Tico de Moraes Trio, Rio Santos Street Band, Newton Zago, Bia Rocha e Silva Trio, Ricardo Paulino Duo, Cor das Cordas & Edmundo Carneiro (recém chegados de uma turnê europeia de grande sucesso), Carla Mariani Quarteto.
O link social do Festival será materializado com a participação das crianças do Conjunto de Violões do Projeto Esculpir, formado por crianças que vivem em situação de risco na área do Mercado Municipal e pelo belíssimo Projeto Tam Tam.
Para conferir a programação completa acesse o site www.riosantosjazzfest.com.br e a página oficial do evento no Facebook – Rio Santos Jazz Fest 2018, onde poderão ser encontradas todas as informações sobre o festival.

O Jazz trazendo boas vibrações para a cidade de Santos! Viva o Jazz! Viva o Rio Santos Jazz Fest 2018!

Assista a reportagem aqui


“Jazz – A música da emoção”

JAZZ. Tentar encontrar qualquer definição desse gênero musical pode possibilitar uma viagem única, mágica e absolutamente emocional.

No meu caso particular, já são mais de 35 anos na busca do roteiro ideal que se traduz em programas de rádio, produção de shows, pesquisas incansáveis, além do raro prazer de ver, ouvir, sentir e respirar o que considero a música da emoção.

O Jazz, pode ser considerado tudo isso, ou simplesmente aquilo. Pouco importa a definição. O que pode ser sentido é muito mais amplo, indescritível e infindável. Cada um, na magnitude da sua identidade pessoal, pode experimentar suas inúmeras possibilidades. Uma sensação única, que pode e deve ser dividida.

Seu nascimento se deu da união dos opostos. A cultura africana (instintiva e intuitiva) encontrou-se com a europeia (racional e emocional) de forma mágica e perfeita. Às margens do rio Mississipi, em Nova Orleans, nos Estados Unidos, os negros (que eram proibidos de executar suas músicas), passaram a cantar e tocar a música dos brancos.

Sem perder, é claro, as regras da sua tradição cultural. Dessa alquimia de culturas e raças originou uma musicalidade diferente, absurdamente completa e sempre renovada.

Buscar a preservação da cultura universal é, de certa forma ajudar a preservar a própria espécie humana.

Entendo que a música é uma das formas mais ricas e intensas formas de comunicação humana. O Jazz, em particular, dadas suas origens, sua disseminação e suas variedades, adquiriu características de música universal. Suas influências podem ser sentidas em vários gêneros musicais (Choro, Bossa Nova, MPB por exemplo), assim como ele vem sendo influenciado por músicos e músicas de várias origens.

Estudar e incentivar esse fenômeno é preciso. Daí nasce todo o esforço para oferecer a boa música, sem fronteiras, cujas origens são importantes e entrelaçadas, mas cuja preservação para as gerações futuras é muito importante.

 


Gerry Mulligan & Jane Duboc – “Paraíso”

Talvez você não saiba que a experiente e talentosa cantora paraense Jane Duboc participou com grande destaque de um trabalho em parceria com o lendário saxofonista americano barítono Gerry Mulligan no ano de 1993, para o selo Telarc, com o melhor do Jazz Brasil.

Explicando melhor, trata-se do encontro mágico do Jazz (com seu improviso peculiar, sempre único e surpreendente) com a levada do Brasil (com seu balanço, criatividade e suingue incomparáveis).

A mistura destes ritmos ficou perfeita e talvez por isso o nome do disco “Paraíso”, me parece perfeito para o trabalho.

Na época da gravação do disco, 3 anos antes do seu falecimento, Gerry Mulligan (que emprestou seu talento ao Cool Jazz, West Coast e Bossa Nova), estava com o sopro em plena forma e encontrou a cantora Jane Duboc, também muito inspirada, apresentando solos vocais simplesmente sensacionais.

Além dos dois, destaque para as participações de Emanuel Moreira na guitarra, Leo Traversa e Rogerio Maio no contrabaixo, Clifford Korman e Charlie Ernst no piano, Duduka da Fonseca e Peter Grant na bateria e também Norberto Goldberg e Valtinho Anastácio na percussão. Um verdadeiro timaço Made in USA/Brasil.

Meus temas preferidos são as releituras de “Tarde em Itapoan” (sublime e emocionante), “Amor em Paz” e “Wave”. E também as composições da dupla Mulligan e Duboc, compostas especialmente para o projeto, “Paraíso”, “No Rio”, “Sob a Estrela” e “Bordado”.

Não poderia deixar de citar também “Tema pra Jobim”, grande homenagem feita pelo saxofonista ao seu grande amigo de tantos anos, Tom Jobim.

Um grande e marcante momento na carreira de ambos. Vale à pena conferir.

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