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MARIO BIONDI – A VOZ ITALIANA NO JAZZ 

Volto a destacar aqui na Coluna o incrível o cantor e compositor italiano Mario Biondi, que iniciou sua carreira no ano de 2006, quando lançou o CD “Handful Of Soul”, o meu preferido da sua discografia.

O considero como uma das vozes mais surpreendentes e impactantes do Jazz atualmente e seu talento é inegável e inquestionável.

O timbre da sua voz faz lembrar o lendário cantor Barry White e também por vezes os cantores Isaac Hayes e Lou Rawls. Não duvide da comparação. É isso mesmo.

Em outubro de 2007, na cidade italiana de Milão, mais precisamente no Teatro Smeraldo, Mario Biondi gravou o DVD “I Love You More – Live” (também disponível no formato Cd Duplo), acompanhado da afinadíssima Duke Orkestra e do também eletrizante “The High Five Quintet”, que sempre o acompanha e que é composto pelos melhores músicos de Jazz italianos.

A regência da orquestra ficou por conta do Maestro Peppe Vessicchio e os belos arranjos de cordas foram assinados por Alessandro Magnanini.

Vale destacar que a Itália possui músicos excepcionais e surpreendentes e assistindo ao show, você vai poder conferir toda essa qualidade.

E também terá a rara oportunidade de conferir ao vivo muitas surpresas musicais, extremamente agradáveis.

Os temas “Rio de Janeiro Blue”, “Close To You”, “Just The Way You Are”, “Hello Like Before”, ganharam interpretações magníficas e no “bis” não poderia faltar o meu tema predileto “This Is What You Are”, que ganhou um coro afinado de uma plateia extasiada e muito participativa.

O mais curioso deste registro ao vivo, é que Mario Biondi, estava apenas no segundo ano de carreira, e mesmo assim conseguiu a proeza de realizar com absoluta competência e talento um projeto deste porte.

Inesquecível e de grande qualidade musical. Privilégio para poucos artistas. E Mario Biondi conseguiu reunir todos os ingredientes de sucesso. Vale à pena conferir.


Blue Note – “A Story Of Modern Jazz”

O selo Blue Note é um dos mais importantes da história do Jazz. Três grandes motivos: Primeiro, por reunir no seu time alguns dos melhores músicos de Jazz de todos os tempos, principalmente nas décadas de 40, 50 e 60. Em segundo lugar, por marcar seus grandes lançamentos com capas muito originais, consideradas verdadeiras obras de arte e que viraram símbolos do design gráfico. Suas capas fizeram história no mundo da música, assim como aqui no Brasil a gravadora Elenco fez com as capas da Bossa Nova. E em terceiro, por ser sinônimo de qualidade sonora. As grandes gravações do selo foram assinadas pelo engenheiro de som Rudy Van Gelder (RVG), considerado um gênio no assunto.

No ano de 1997, ganhou um documentário de respeito dirigido por Julian Benedikt, especialista em filmes sobre Jazz e que relembrou as histórias mais marcantes da gravadora de Nova York, fundada em 1939 por Alfred Lion e Francis Wolff.

E é obvio que a trilha sonora do documentário não poderia deixar de ser especial. 16 temas foram reunidos num CD duplo, também lançado no ano de 1997.

Os temas “Weirdo” com o trompetista Miles Davis, “Skippy” com o pianista Thelonious Monk, o clássico “Canteloupe Island” com o pianista Herbie Hancock, “Blue Train” com o saxofonista John Coltrane e “Gee Baby, Ain`t I Good To You” com guitarrista Kenny Burrell são alguns dos temas e grandes artistas que destaco.

Por lá passaram também o saxofonista Dexter Gordon, o organista Jimmy Smith, o saxofonista Joe Lovano, a cantora Cassandra Wilson entre tantos outros nomes de importância.

A gravadora Blue Note é sinônimo de vanguarda, novos experimentos e extrema qualidade musical. Uma verdadeira grife do Jazz.


In The Mood – “Original Soundtrack Album”

Sou fascinado pela sonoridade das Big Bands e considero a sua fase áurea que se deu entre as décadas de 30 e 50, como uma das mais marcantes e inspiradas da nossa música. É conhecida como a “Era do Swing”. Que marca até os dias de hoje a incrível e apaixonante história do Jazz.

Marcou o início da fase mais comercial e de grandes vendas de discos pelas indústrias fonográficas e também pela grande quantidade de Orquestras, lideradas por grandes músicos.

Glenn Miller, Tommy Dorsey, Artie Shaw, Benny Goodman, Count Basie, Duke Ellington, Lionel Hampton são alguns dos nomes que deixaram na lembrança uma sonoridade impressionante e um legado que pode ser sentido até os dias de hoje.

Retratando um pouco desta fase, foi lançada em 1987, pelo Selo Atlantic Records, a trilha sonora do filme “In The Mood”, que contou com a Direção Musical do competente “band leader” Ralph Burns, compositor, arranjador e também um excelente pianista de Jazz.

Destaques para o clássico “In The Mood”, que ganhou uma versão cantada por Jennifer Holiday e também a bela balada “Champagne Music”, que teve o solo do sax tenor de Bob Cooper, “Baby Blues”, com o vocal da atriz Beverly D`Angelo e “Blues For Francine”, com o solo do sax alto de Joel Peskin, além de temas consagrados como “Take The A Train” e “Don`t Be That Way”.

O filme está disponível em DVD e contou com as participações dos atores Patrick Dempsey e Talia balsan. Uma trilha sonora simplesmente fantástica.

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